A crise | | Egoísmos
Nunca percebi de economia, nem nunca tive pretensões de perceber.
Assustei-me, quando a tive que aprender (quer dizer, os meus conhecimentos continuam a não ir além da lei-da-oferta-e-da-procura...), porque até me deu gosto estudá-la pelo Samuelson, e pelos seus exemplos para meninos de cinco anos ("não se fazem omeletes sem ovos", dois mais dois são quatro, e assim...).
O mercado assusta-se, espirra e ameaça engripar-se. Ficar de cama. Talvez pneumonia.
Dizem...
Eu continuo sem perceber...
Deduzo, apenas, que a reviravolta das bolsas influencie os mercados cambiais...
É provável que influencie muitas outras coisas e que, dizem, possa passar das fronteiras das finanças para aquela economia maior dos empregos, dos preços baixos (acho que o petróleo e os cereais se andam a infectar...), da recessão (cruzes-canhoto).
Dizem, também, que pode ser o fim do capitalismo...
Que volta tudo a ficar em casa, protegidinho pela mão-visível do estado.
(O Mao, a esta altura, deve andar a dar voltas no seu mausoléu...)
Eles dizem, e eu acredito em tudo.
E continuo a deduzir aquela das acções e das moedas...
Já me tinha apercebido na Tailândia, aquando do último levantamento que tinha feito.
E eu a pensar cá para comigo que aquilo eram coisas dos confrontos em Banguecoque.
Porque eu também nunca percebi muito de câmbios.
Acho sempre que é tudo ao contrário, e que quando se compra e recebe muito é porque está tudo mais caro... Ou mais barato. O que vale é que, como as moedas têm mesmo e sempre duas faces, nunca chego a fazer (muita) figura de menos esperta. Está-se ali a tentar saber quem é que está mais forte ou mais fraco, e vou tendo tempo para pensar em perspectiva...
Pois é!
Mas agora que estou a começar a sentir a coisa na pele, acho que vou ter mesmo que aprender a lição à força, apertar o cinto e respirar mais devagarinho...
Eu, a crise, nunca a vi, nem sei se vem lá, mas o que eu não dava para o Euro estar um bocadinho mais carito...


