26.1.07

Q-U-E-N-T-Â-Â-Â || 2


© Rafaela Teves


Nunca ninguém te chama, meu amor.

Aposto que nunca ninguém reparou na suavidade da pele das tuas pernas pesadas.

Há tanto verde nos teus olhos castanhos.

Meu amor...

Algum dia compreenderás?
Comprenderás "meu amor..."?

Quero-te aqui, com o silêncio da ausência que possibilita todas as paixões.

Quero-te para mim, somente, mesmo que fales e demasiado e eu não perceba ou nem queira ouvir o que tens para dizer.

Quero-te somente!

Antes mesmo de te ter, te queria. depois, tive-te e não te quis. Agora tenho-te e quero-te! Sem tu estares aqui...
Só há a tua voz, longínqua...


Meu amor...

Quero-te ter em (no) silêncio...

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