A votos
Hoje, fui votar.
Fui votar, que é como quem diz, fui ali aos CTT cá do sítio enviar o meu voto...
O mais interessante é que o senhor dos correios, que vai contribuir para que o meu voto chegue ao destino, não pode, e talvez nunca venha a poder, eleger os membros da Assembleia do seu país.
Ontem, já depois de ter desenhado a cruz e de ter fechado o envelope, vi as entrevistas aos principais candidatos feitas pelos Gatos Fedorentos.
Talvez tivesse feito melhor em deixar tudo em branco, como tenho feito das últimas vezes.
Acho que a vez mais insólita em que fui a votos foi quando voltei a votar em Portugal, já não me lembro para que eleições.
Além de ter levado comigo um scan A4 do meu cartão de eleitora (por não saber onde parava o original), muito aflita, ponho as mãos à cabeça e exclamo para o senhor das mesas: "Ai, que me esqueci de trazer uma caneta!"
Obviamente que, no mesmo nano segundo em que me lembrava que há canetas em cada "casinha", o senhor me respondia o mesmo, com ar de interrogação "donde é que esta ave rara me saíu?".
Assim que entro no lugar secreto é que me apercebo que a decisão que tomara tinha sido a de votar em branco, "para que raio é que queres tu a caneta?"...
Outra curiosidade, ainda em relação a estas eleições, é que a campanha do PSD foi a única a enviar-me "publicidade" para a minha morada no estrangeiro.
Questiono-me se tal facto terá alguma relação com a passagem por estes lados aqui há uns tempos dum dos representantes para os emigrantes daquele mesmo partido.
Como terão eles desencantado a minha morada, chegando ao ponto de serem mais eficazes que o próprio Centro Nacional de Eleições, que enviou o meu voto primeiro para Macau?
Ou será que todos os partidos têm acesso a este tipo de informação, mas só os sociais-democratas é que se deram ao trabalho?
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